Segmentação de preços no e-commerce: o que fazer além de cupom e banner

Se você vende para públicos diferentes (varejo, atacado, VIP, representantes, parceiros), uma hora o funil cobra a conta de tentar resolver tudo no “mesmo site, mesmas regras” e a segmentação de preço no e-commerce.

A solução mais comum vira o pacote de sempre:

  • banner explicando condição
  • cupom “pra quem é do grupo X”
  • texto no topo da página avisando regra de atacado
  • pop-up para filtrar quem pode ver preço

Funciona? Às vezes, “mais ou menos”.
Escala? Quase nunca.

Porque isso não é estratégia de precificação. É um remendo de comunicação para uma plataforma que não segmenta preço do jeito certo.

A boa notícia: existe um caminho muito mais consistente — e ele começa com um princípio simples: Preço certo para o público certo exige regra, não mensagem.

segmentação de e-commerce

Por que cupom e banner não resolvem segmentação de preço

Cupom e banner até podem “ajudar”, mas eles nascem para outra função:

  • cupom é promoção tática
  • banner é comunicação
  • texto é orientação

Segmentação de preço é outra coisa. Ela exige:

  • regras persistentes
  • controle de acesso (quem pode ver o quê)
  • consistência no catálogo (produto/variação)
  • integração com estoque e operação

Quando você depende de cupom/banners para segmentar preço:

A estrutura que funciona: Canal + Grupo de Clientes (e não “um truque”)

Use a plataforma para aplicar regras de preço de forma nativa, combinando:

1) Preço por canal (ex.: varejo x atacado)

Quando as regras são “pesadas” — como atacado — você não está falando só de desconto.

Atacado normalmente envolve:

  • aprovação cadastral
  • condições específicas
  • pedido mínimo
  • regras de pagamento
  • lógica de estoque e operação

Isso pede um canal dedicado (mesmo que seja no mesmo ecossistema operacional), porque canal é onde você consegue definir regras de forma consistente.

O que você ganha em conversão:

  • o varejo não esbarra em fricção de atacado
  • o atacado vê condições claras (e não “banner explicando”)
  • menos abandono por “surpresa” na jornada

2) Preço por grupo de clientes (ex.: VIP, B2B, representante)

Nem toda segmentação pede um canal. Às vezes você quer:

  • um grupo VIP com condição permanente
  • um grupo B2B específico com tabela diferenciada
  • representantes com regras próprias

Aí entram grupos de clientes: uma forma de segmentar sem “poluir” a experiência do restante do público — e sem depender de cupom.

O que você ganha em conversão:

  • oferta mais relevante para quem já tem relação com a marca
  • menor fricção e menos ruído no site
  • promoções e condições com lógica (não com gambiarra)

3) Tabela de preço como regra (inclusive com lógica e agendamento)

Um ponto importante do treinamento: a complexidade de tabela de preço não é “um detalhe”.

Ela define se você consegue operar estratégias reais como:

  • tabelas diferentes por canal
  • tabelas por grupo (VIP, B2B)
  • desconto fixo vs preço absoluto
  • variações de markup (especialmente para cenários tipo marketplace)
  • agendamento e mudanças planejadas

Quando a plataforma suporta isso nativamente, você não precisa “contornar” com:

  • duplicação de produtos
  • múltiplas lojas
  • regras manuais
  • planilhas paralelas

O pilar invisível: produto bem estruturado (SKU e variações)

Segmentar preço sem um cadastro de produto bem feito vira caos. Do treinamento, dois pontos são críticos:

SKU não é burocracia — é controle e performance comercial

SKU consistente permite:

  • rastrear preço por variação
  • evitar erro de integração com ERP
  • viabilizar campanhas (ex.: remarketing por variação)
  • manter governança do catálogo

Variações e combinações: sem isso, a segmentação “quebra”

Se você vende produtos com variação (tamanho, cor, voltagem etc.), é a variação que precisa ter regra bem amarrada.

E aqui aparece um ponto de maturidade: quanto mais complexa sua operação, mais a plataforma precisa suportar variações multinível. Isso evita:

  • cadastro duplicado
  • estoque bagunçado
  • variação “escondida” que gera fricção
  • páginas confusas que derrubam add-to-cart

“Mas eu tenho produtos parecidos… preciso cadastrar como variação?”

Nem sempre. E aqui entra um diferencial bem conectado a conversão: associação entre produtos sem variação, simulando variações na navegação.

Exemplo: você tem dois produtos separados (16 canais e 32 canais).
O cliente quer comparar como se fosse “a mesma família”.

Com associação, você cria uma experiência de “troca de opção” na PDP sem forçar o catálogo a ser variação quando não faz sentido operacionalmente.

O efeito em conversão:

  • menos volta para a busca/categoria
  • comparação mais rápida
  • decisão mais simples

Checklist prático: pare de segmentar preço com remendos

Se hoje você faz segmentação com cupom/banners, use este checklist:

✅ Você tem públicos diferentes (varejo, atacado, VIP, B2B)?
→ Use preço por canal e/ou grupo.

✅ Suas regras de atacado incluem aprovação/pedido mínimo/pagamento?
→ Isso pede canal (regra pesada).

✅ VIP/B2B precisa de condição permanente sem poluir o site?
→ Isso pede grupo de clientes.

✅ Seu catálogo tem variações?
→ Garanta SKU por variação e geração de combinações.

✅ Você tem produtos “da mesma família” mas separados?
→ Use associação para simular variação e facilitar decisão.

Se a sua plataforma de e-commerce não te oferece recursos como:

preço por canal (ex.: varejo x atacado)
preço por grupo de clientes (VIP, B2B, representante)
tabelas de preço flexíveis (regra por público, desconto fixo/preço, agendamento)
cadastro de variações robusto (SKU por variação e combinações)
associação de produtos para facilitar comparação e escolha

…então você vai continuar tentando resolver segmentação com cupom e banner — e pagando com conversão.

Está na hora de conhecer a plataforma de e-commerce da Uoou.

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Érika Alves
Érika Alves

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